Um cristão
pode ser maçom?
A
discussão a respeito de que um cristão pode ser maçom ou não é antiga.
Já foi a causa, inclusive, de
divisões entre denominações, como a Presbiteriana em 1902. A questão maçônica
havia sido levantada, devido a presença de pastores, presbíteros e membros
comuns assumidamente maçons; discutiram se era lícito ou não um cristão fazer
parte da maçonaria. Apesar disso, a intenção deste artigo não é o de discursar
longamente a respeito do assunto, mas apenas mostrar alguns aspectos da
maçonaria e analisarmos se de fato existe ou não uma incompatibilidade entre a
maçonaria e o cristianismo.
Comecemos, então pelo ritual de iniciação.
a Cerimônia de Primeiro Grau significa o nascimento, ou o nascimento do
conhecimento. O candidato à iniciação é tido como alguém que está em trevas
(ignorância) e deve seguir para a luz (conhecimento) maçônica. Algo que,
segundo a revista, modificará a vida do iniciado para sempre; a forma como a
cerimônia é praticada variará para cada parte ou cultura do mundo.
Um dos “princípios do credo maçônico”
mais valorizados é a busca pela verdade. Para eles, não é suficiente apenas
caminhar “na direção da luz”, também devem seguir “na direção da verdade”, pois
ela é “a fundação, a base, de todas as virtudes da maçonaria.” Tal busca pela
verdade é o que poderá tornar os maçons homens verdadeiramente livres. Esta busca,
é claro, sempre é feita através dos estudos religiosos, científicos e
filosóficos.
Uma vez iniciado, um maçom “jamais
deixará de ser maçom”, mesmo que se torne uma “anátema”, como eles mesmos dizem.
O que significa que se alguém decidir deixar de comungar com o restante da
fraternidade maçônica, esse alguém está proibido de comunicar aos que são de
fora tudo aquilo que ele viu, ouviu e aprendeu nas lojas maçônicas, assim como
faz qualquer maçom.
Já no que diz respeito a crença no
divino, a maçonaria reconhece a existência de apenas um deus: G.A.D.U.: Grande
Arquiteto Do Universo, que transliterado para outras línguas recebe nomes
diferentes e as vezes bem semelhantes. A crença nesta divindade é algo
“imprescindível” para fazer parte da maçonaria. Ou seja, todos os maçons devem
crer que há um único ser divino que criou todas as coisas.
Para a maçonaria, no princípio de
todas as coisas, havia apenas “UM” ser divino que “desdobrou-se na dualidade e
na multiplicidade. Em outras palavras, este único ser divino poderia então ser
visto na sua multiplicidade, em todas as religiões do mundo. E ao mesmo tempo,
eles estariam livres “de dogmas” e de “crenças” dentro da “restrição temporal”.
Baseados apenas nestes pequenos
pontos levantados podemos chegar à conclusão de que o cristianismo e a
maçonaria NÃO SÃO COMPATÍVEIS. O
primeiro motivo encontra-se na ideia de que apenas na maçonaria é possível
encontrar a luz e a verdade, e que todos os que estão fora dela estão em
trevas. Contudo, o apóstolo João escreveu: “Esta é a mensagem que Dele ouvimos,
e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva alguma.” I João 1.5
Sendo assim, se estamos com Deus, se
somos seus filhos, então já estamos na luz, como está escrito: “Mas vós sois
geração eleita, sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido para que
anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa
luz.” I Pedro 2.9
Também em Cristo já temos liberdade:
“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a
colocar-vos debaixo do julgo da servidão.” Gálatas 5.1
Deus, de fato esteve no princípio de
todas as coisas, criando todas as coisas, mas não “desdobrou-se na dualidade”
nem na “multiplicidade”, “porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e
os homens, Jesus Cristo homem.” I Timóteo 2.5 E não podemos nos esquivar de
seus mandamentos alegando sermos livres de dogmas: “Aquele que tem os meus
mandamentos e os guarda esse é o que me ama…” João 14.21
É claro que estes são apenas alguns
dos diversos outros pontos existentes. Mas, assim como afirmado no início deste
texto, a intenção não era a de escrever um estudo exaustivo sobre a questão. O
que foi exposto e devidamente referenciado talvez seja suficiente para
entendermos que não há comunhão entre A luz da Fé CRISTÃ e as trevas da
maçonaria.